
Foto térmica bonita não é diagnóstico. Sem carga registrada, emissividade e critério de severidade, o laudo não sustenta decisão de manutenção.
A inspeção termográfica é a ferramenta preditiva com melhor relação custo-benefício em instalações elétricas. Também é a mais mal executada, porque a barreira de entrada aparente é baixa: basta uma câmera.
Um laudo que sustenta decisão precisa registrar a corrente de carga no momento da medição. Um ponto quente a 30% de carga tem um significado completamente diferente do mesmo ponto a 90%. Sem esse dado, não há como extrapolar o comportamento em condição nominal.
Emissividade e temperatura refletida precisam estar declaradas. Barramento de cobre polido e cabo com isolação de PVC têm emissividades muito distintas; usar o padrão de fábrica da câmera em ambos produz erro de dezenas de graus.
O critério de severidade deve ser explícito e comparável entre campanhas. Trabalhamos com classificação por delta-T sobre a fase de referência e sobre o ambiente, com prazos de intervenção associados a cada faixa.
Por fim, o valor real aparece na tendência. Uma campanha isolada aponta problemas; uma série histórica mostra qual conexão está degradando e permite programar a intervenção para a próxima parada, em vez de reagir a uma falha.


